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urbano

a dificuldade não é com a forma é com o que se toca com o que se vê por que na função o espaço se sente se vive e se transforma ele se multiplica!

e quem define teu lugar? tua casa, tua rua?

as necessidades são de outra ordem são de abrigo de proteção e aí o suficiente é pouco então que hajam portas janelas paredes não para o isolamento mas para a dignidade!

e quem planeja teu lugar?

mesmo as intimidades pedem luz para a cor para a penumbra ou a sombra e viver requer teto exige convívio e água limpa…

viver demanda refúgio e milhares não tem escolha excluídos ao relento espalhados ao azar como um expurgo o que sobra do sistema o que não queremos ver

a dificuldade é olhar a cidade e não ver os abandonados sob os telhados de plástico apoiados em paredes de papelão

o abominável é o que não mais nos afeta e a cidade ali proibida

o infame é o que não mais nos emociona é a aceitação dos absurdos e a cidade ali sitiada

não, não há mais tempo para o velho embate entre a forma e a função!

2017

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